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no calor que a terra anuncia nesses afrontamentos de menopausa precoce, o tempo de tempestade que afasta os pássaros em movimentos teleguiados de controlo remoto, de carro a pilhas movido por cordas e roldanas e díodos de luz. aos díodos de luz chamemos de LEDs, é este o seu nome técnico e voltemos ao tempo de tempestade que as cortinas deixam já antever, por entre também um certo céu rubro, alaranjado, mecânico no seu vago acto de esconder o sol numa penumbra desértica. lentamente o tempo de tempestade surge por entre o chilrear dos pássaros num susto de frutos e de flores volantes e vivas de cores e sabores alheios aos homens. são talvez os relâmpagos que o chilrear dos pássaros corta em pequenas fatias de luz, frutos celestes mas ao mesmo tempo tão térreos como as árvores e os prédios, abatendo-se sobre as árvores e sobre os prédios, os edifícios ofuscantes de deus ou outra ideia divina qualquer (chamemos-lhe LEDs, é este o seu nome técnico) |
| Amélia October 20, 2005 08:48 AM PDT msesmo tardiamente, venho dizer que me agradou muito este teu poema.Continua a prsentear-nos assim.Beijo | ||
| Soledade July 30, 2005 03:43 AM PDT Pedro, desculpa, troquei os nomes, não os poetas. Nem os santos :)Beijo | ||
| groze July 25, 2005 03:49 PM PDT * PEDRO, não Paulo... os Santos são no mesmo dia, mas há ainda assim ligeiras diferenças... | ||
| Soledade July 23, 2005 11:55 AM PDT Paulo, que belo poema! O cruzamento do universo da banda desenhada com o da tecnologia e com o tradicional material lírico e mítico. Tens imagens, no poema, de um fulgor, de uma capacidade sugestiva! E uma melodia que nos agarra. Excelente, na minha opião. E de uma modernidade poética! Ah, tempo da tempestade está já sobre nós. | ||
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