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“e, então, pousavas os talheres paralelamente sobre o prato e dizias: ‘visar à vida boa com e para os outros nas instituições justas’ repetias frases sobre as éticas modernas e o colapso moral e amavas Ricouer como os amantes de agora amam o rosto do infinito e, então, eu pegava na caneta preta sempre uma caneta preta e começava a escrever na folha de papel que cobria a mesa destes sítios onde nos íamos perdendo destes sítios onde nos encontrávamos com a regularidade dos amantes inconscientes do tempo que passa
no silêncio das tuas frases a ausência de mim: sobre o prato e dizias: ‘visar à vida boa com e para os outros nas instituições justas’ repetias frases sobre as éticas modernas e o colapso moral e amavas Ricoeur como os amantes de agora amam o rosto do infinito’’ e, depois, no espaço que antecedia o adeus sempre um adeus ou no compasso de espera pelo último whisky olhava as palavras que ficariam no papel abandonado e deitado ao lixo e pensava se seria eu-mesmo realmente um outro ou ainda um resto de sombra na caverna das noites sem fim” |
| Celso August 1, 2005 03:24 AM PDT Que belíssimo texto. Primeira vez neste blog. Mas voltarei, por certo. Saudações | ||
| Soledade July 23, 2005 12:01 PM PDT A cena do quotidiano, a reflexão sobre o mundo, e o desgarramento dos seres. Esta melancolia suavemente fltrada que invade o poema... Que beleza! | ||
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