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Passeiam pela rua mastigando a língua e sobre a língua uma colher lembrando as estações do ano que passam umas sobre as outras e logo sobre a língua mal seja o tempo de as estações passarem sobre a língua mastigada que passeia pelas ruas olhando estátuas em jardins que olham de volta e depois novamente para as estações a crescer nos seus umbigos de gesso. Passeiam pelas estações mastigando a colher na boca e na língua
e olham a cidade que devolve os olhares das estátuas de gesso nos umbigos dos parques e nas malas de mão das senhoras que leram demasiadas peças de teatro fechadas num apartamento sem nunca terem visto contudo viram os que passam pelas ruas mastigando as estações e entre as estações uma colher sobre os dentes, lembrando línguas e entre essas línguas outras olham de volta e depois novamente para os dentes das estações que passam umas sobre as outras. Mal seja o tempo de se ceifar as línguas e de as colheres na boca saberem a metal e a olhos escuros e fundos de estações de comboio. |
| groze October 17, 2005 12:01 PM PDT À falta de comentários, e antes que perca de vez a vontade de continuar a vir aqui escrever o que quer que seja, eu próprio me digo: "Pedro, está de facto bom, o teu texto!"... | ||
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