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Era esse o momento de uma brisa inesperada de uma oscilação repentina na órbita circular dos corpos porque tu falavas a voz grave de outros homens eternamente tristes que não eram eu nem tu mas que nos consumiam como se de facto existissem em nós porque também na minha boca faltavam palavras exactas coerentes quando construía frases soltas que pretendiam dizer não sei o quê talvez absolutamente nada mas e enfim que haveria eu de responder à falta de objectividade ao absurdo se brincávamos entre as trevas em ascensão de uma ou outra distopia se nos intervalos mínimos desse jogo colectivo continuava o ruído continuava a quebra de sentido e a facilidade de uma brisa inesperada.
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| mb October 15, 2005 11:37 PM PDT Até que enfim, habemus poeta de novo. É preciso ter fé para se clicar "cem" vezes à procura de um poema como este, na certeza de que surgirá. O pousio dá poemas bons, e este, folgado (também de fôlego), na sua melhor forma. | ||
| Sara do colar poderoso October 12, 2005 06:16 PM PDT Gostei muito. Não, gostei bastante. Aliás, gostei mesmo imenso. Vou continuar atenta, nesta minha descoberta de todos e cada um de voçês. | ||
| Soledade October 11, 2005 09:32 PM PDT Que bom voltar a ler-te, Paulo. | ||
| Ln October 11, 2005 05:38 PM PDT Gosto muito de te ler...Gosto deste "momento/de uma brisa inesperada" que provoca uma agradável "oscilação repentina" na minha rotina. (Rima!!!!) :) *()* | ||
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