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erguendo com uma mão o guarda-chuva e apoiando a outra na tua cintura quando saímos à rua e o recorte nocturno dos barcos estacionados na ria formava o cenário perfeito para o plano final de um filme ou para o começo de uma aventura enquanto me fui confundindo entre a inevitabilidade da partida e a aproximação perigosa do teu corpo enquanto a chuva nos abrigava do abismo incalculável da noite um homem solitário encostado à ombreira de um restaurante fumava um cigarro e olhava a nossa coreografia e pensava que um dia mais tarde a roda da fortuna mudaria as peças de lugar e eu deixaria de existir ou então existiria solitariamente encostado àquela ombreira e seria ele a apoiar a mão na tua cintura. |
| Name September 4, 2008 07:02 PM PDT Parece que assim foi... quantos homens solitários e quantas cinturas! | ||
| Soledade October 20, 2005 11:34 PM PDT Uau! Esta alegria de ler um poema que nos "enche as medidas"! | ||
| Amélia October 20, 2005 08:41 AM PDT Continuo a gostar do que escreves, amigo.Continua.Eu vou passando por aqui de vez em quando.Um abraço | ||
| Ln October 19, 2005 03:25 PM PDT Este poema é especialmente bonito...Agora que o Outono pintou as paisagens de uma melancolia quase mágica, estas palavras provocam-me uma insustentável nostalgia* | ||
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